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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Quando o stress era uma virtude... i.e, uma adaptação!

A postagem que se segue contém cenas e ideias capazes de confundir ou de deixar perplexo, indiferente qualquer leitor... Até eu estou baralhada... Ai, as noites...
Esta sou eu... Num momento de introspecção psicanalítica, há muito recomendado. Achei que hoje era o momento ideal para analisar-me. Sim, a esta hora.Sim, porque são 2h00 da manhã e estou com insónias, para variar ;-) Dizem que a noite é inspiradora, veremos...
Bem, voltando ao assunto que me trouxe aqui: estava eu na cama a olhar para o balão e dei por mim a pensar na minha taquicardia.
Alguns de vós ao olhar mais atentamente para a minha foto, poderão dizer que até parece que estou em transe... Informo desde já que os comprimidos na mesinha de cabeceira não são meus (aliás não existem), que nunca durmo sem um bom pijama e que o balão é uma forma de dizer!
Retomando o fio à meada... Após algumas divagações e posteriores pesquisas na net (sim porque a insónia dá ideias destas), eis que chego ao seguinte gráfico da minha introspecção behavioriana/comportamental:
Deixo qui o link porque aquilo tem tantos sintomas associados que preferi poupar as almas mais hipocondriacas.
Resumindo, e fazendo um "fio de back" para comigo mesma, parti de um simples pensamento sobre a minha frequência cardíaca equina, para os meus neurónios fazerem associação com ansiedade. Uau, I´m so smart ;-)). A net depois fez o resto ;-)): da ansiedade para o stress, do stress para o serviço e... não posso... como se isto não bastasse agora também está em causa meu desempenho???
Auto-analisando-me no gráfico, vou ser modesta: acho que estou após o picotado em risco de queda para a direita (no gráfico claro e não fisicamente ou CipeSapemente falando), estou na fase de pré-desintegração (LOL)?!
Que palavra... Adorei esta palavra: "desintegração"... Bem melhor que desadaptada!!! Ainda bem que tive insónias. Desadaptada rima com antiquada, e não estou assim tão velha... Com isto, até parece que minha FC baixou um pouco. Realmente, já devia ter feito este trabalho psicomarado há mais tempo...
Ah, afinal estou para ser "desintegrada"! E eu que sempre adorei química, parece que esta palavra vem mesmo a calhar! Desintegração, moléculas, raios laser,... Gostei.
Também parece uma cena de ficção científica do tipo "Regresso ao futuro" onde depois as personagens regressam ao passado.... Pois, regressam ao passado no fim, ou estarei a baralhar-me? Hum, isto, dá-me muito que pensar... Mas acho que fica para amanhã...
E com isto, fiquei com mais um dilema: para quando a minha desintegração? Será que está nas previsões do Borda d´Água? Ai Tempo... e a minha FC.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Flatos


A flatulência é um assunto muito sério. Acho que já me tinha esquecido de quão sério era, até ter feito tarde. Quando se tem meia dúzia de clientes e dessa meia dúzia, duas conseguirem ocupar 7h do nosso tempo, quase em full-time, começamos a pensar que é um assunto sério. E misterioso. E curioso também, porque os flatos querem proximidade, de outro modo não consigo explicar porque tal situação me ocorreu com duas clientes lado a lado na cama. Eu sei que não fui eu que transmiti, não foi uma infecção cruzada, porque agora ando sempre a esfregar as mãos no promanum, como manda a lei, a modos que um dia destes as minhas mãos serão mais brancas que a farda. Ainda assim, gosto do cheiro daquilo (do promanum, atenção). Bem sei que alguns detestam, mas isto é como o ar condicionado, do qual sou realmente fã, porque nessa tarde ajudou-me a refrescar a cabeça de peixe balão com que já estava. A flatulência é uma coisa muito séria também quando os resguardos tem supercola 3, a modos que é difícil os rabos sairem da cama para uma passeata. E foi sempre a dar-lhe. Sondas rectais, estimulação rectal, analgesia, pancreatina, massagem e nada, nicles. Foi todo o santo turno na labuta e nada resultou. Aceitam-se sugestões.

domingo, 9 de maio de 2010

Capitães de Abril e Noites de Mer...


Bom, faz já muito tempo que não despejo aqui as emoções-bacorada que me vão na alma. Tanta coisa aconteceu nos entretantos... Ficamos sem capitão de bordo, nós, que eramos os "marines" da enfermagem, tropa de elite, capacetes azuis, o que convier melhor ao leitor. Mas lá vamos navegando, continuando a pescar conforme fomos treinados para. Neste compasso de espera, inquieta-me saber como anda tanta gente extra marines, a especular sobre quem será o nosso próximo capitão. Não percebo porque andam tantas almas amarguradas com isto. Será a velha questão do, como dizer...poleiro livre? Seja qual for a razão, eu sinceramente não percebo. Não deveriamos ser nós, os abandonados, a ter essa inquietação? Pois, o mundo rege-se por regras que eu não entendo. Aliás, aqui há uns tempos, se a memória não me falha (que hoje fiz noite e ela anda a carvão), até havia quem soubesse quem era o tal capitão e se comportasse como se fosse dono de um grande segredo. Cá para mim, anda tudo maluco. E estranho estranho, é ainda saber que gente há que afirma ter pena deste abandono, mas anda com um sorriso de júbilo contínuo sempre que enverga a farda azul. Sabeis pois, a quem me refiro - classe que recentemente mudou de nome.
Posto isto, resta-me apenas dizer que não gosto de fazer noites quando são más. Como hoje. Não gosto de me ver sem paciência a partir das 3h. Entro em transe. Não gosto do zumbido das campainhas sempre a apitar (ainda não percebi porque não vibram...era bem melhor. ás vezes, quando elas tocam, dou cada salto que não sei se estou na tropa ou no manicómio). Gostava muito que as campainhas apitassem na classe de farda azul. E adorava que apitassem tão alto que se ouvisse no 407. Não gosto de noites chatas. Não gosto de ter de comer a ceia toda. É mau sinal. Não gosto quando me pedem microlax ás 6h da matina. Não gosto de sair de casa á noite. Não gosto.
Bem haja pelo vosso tempo a ler estas besteiras.
The land of the crikes

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Os seres humanos são...


Tenho tido alguma dificuldade em compreender os seres humanos, chiça. Hoje deparei-me com tal facto novamente. Cena: estamos no serviço, temos uma cliente submetida a uma grande cirurgia, os familiares rodeiam-na, disparando perguntas á senhora e fazendo barulho. Intervimos, apelamos ao silêncio e fazemos ver os benefícios para a utente de repousar neste período pós-cirúrgico. Conclusão da cena: respondem com agressividade, rispidez e até má educação.


RRRRRRRRRRRR.....dá vontade ás vezes de ser insensível ás necessidades do outro. Mas...se somos, podemos ser penalizados, se não somos, respondem mal, e se contrapomos a resposta, ainda podemos ser alvo de...sei lá, um processo ou um queixa ou o diabo que o leve.


Epá, engalfinhem-se para aí todos com barulho. Raios.
The land of the crikes

sábado, 22 de agosto de 2009

HELP!!!!!!




Três da manhã. Serviço em silêncio absoluto. Ceia comida. Dietas pedidas. Medicação preparada. Pernas elevadas. De repente....triiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiimmmmmmmmmmmmmmmmmm.


Uma campainha toca. Alguém chama necessitando de assistência.


- Srª Enfª, estou com X Y Z. Não aguento este X Y Z.


- Tenha calma. Vou telefonar á srª Drª para ela vir cá observá-la.


- Ah...deixe lá. Não faça isso. Não merece a pena. Já estou melhor.


- (ggggggggggrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr) penso.
the land of the crikes

domingo, 16 de agosto de 2009

Torna-se aborrecido...


Esta foi a semana dos "papos". Tenho um papo aqui, outro papo ali, quero ter um papo, acho que vou ter um papo, estou com um papo grande. Também foi a semana do gelo. É gelo para aqui, gelo para ali, gelo que não gela, frigorífico que não congela. Esta foi uma semana grande.

Amanhã é segunda feira. Prognóstico reservado.

Isto tudo..é pá, torna-se aborrecido.
The land of the crikes

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Meu querido mês de Agosto...




Parece-me que foi assim há muitos anos...Agosto dava para respirar fundo, recuperar energia, purificar o ar. Agora é tudo muito esquisito...vai-se a ver, nem sequer há lugar para estacionar o carro. Corremos corredor acima, corredor abaixo, piso3, piso1, piso3, piso1...onde está a redução? Ai eu.

the land of the crikes

terça-feira, 7 de julho de 2009

uma boa maneira de acabar um turno...


utente: Ouça lá, ontem a moça deu-me uns comprimidos para dormir. e eu vou dormir, mas acordo e chamo-vos para virem ver o soro...





não há quem aguente...

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

coisas que são más de dia e mesmo más de noite


Não há quem aguente, por muitas folgas que tenha (embora não saiba o que isso é), certas e determinadas coisas que são más e ao fim ao cabo são más. E se de dia são más e toleráveis, de noite levam-nos a um sítio que nem sabiamos que existia dentro de nós. A saber:

- Tocar na campainha para informar que o soro (IG) não está a correr, e fazer isto quase entre uma gota e outra. Os frascos deveriam ter um rótulo grande onde se pudesse ler: SORO. NÃO TEM PROPRIEDADES CURATIVAS, NÃO FAZ A NOITE PASSAR MAIS RÁPIDO, NÃO TIRA AS DORES, NÃO CURA DEPRESSÕES E NÃO SUBSTITUI UM BITOQUE.

- Tocar na campainha e dizer que foi engano (olha, que coisa tão gira, parece uma campainha. ora vamos lá ver se funciona! (...) quem tocou?......oh, deve ter sido engano Srª Enfermeira.)

- Tocar na campainha para dizer que a luz do candeeiro lá de fora incomoda nos olhos, passa por entre as folgas do estore e incomoda.

- Tocar na campainha para pedir que se apanhe a tampa da garrafa de água, que até já nem tem água mas se quando se comprou tinha tampa, agora que já acabou vai com tampa.

- Tocar na campainha 47 segundos depois de sairmos da sala ou pior ainda, tocar na campainha quando estamos na sala. É de morrer.

- Tocar na campainha e dizer que talvez tivessemos deixado parte da SNG ainda lá dentro, a fazer impressão na garganta.

E ainda, tocar na campainha para não dizer absolutamente nada.


Não há, por vezes, muitas vezes, diria até bastantes vezes, paciência.


The land of the crikes

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Ditados


Enfº: Sr. Doutor, a utente da cama x pode fazer primperan? è que está nauseada.

Dr: Pode sim, vou prescrever, mas não se vá embora. Fique aqui enquanto eu prescrevo. Vou abrir aqui o sistema........ora vá.......diga lá então.

Enfº: Escreva "meto" e depois enter....agora selecione...não, não é metotrexato. Tem de eliminar no x, aí em cima á direita. Agora escreva outra vez e selecione metoclopramida. Agora coloque a dose. Tem de dar outro enter. E pode colocar o horário.

Dr.: e que horário?

Enfº: Talvez em SOS, para o caso de voltar a estar nauseada.

Dr: Ok.`

Enf: Certo.

E lá vem embora o Enf., que não sabe ao certo quantos minutos perdeu com isto, e que se repete dia após dia após dia. Isto deveria entrar como intervenção para que se pudesse registar no SAPE. O que de facto me inquieta é a seguinte questão: Mas quando é que aprendem esta tão básica tarefa?

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

efeitos secundários de não conseguir uma troca


não digas que tou stressado.

eu só preciso de uma troca!