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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Querido Pai Natal


Este ano está quase a acabar como sabes, e também sabes que no dia 24 fazes noite e nem penses em trocar porque não há mais ninguém para fazer essa noite, pelo menos da maneira como tu fazes. Nós por cá passámos mais um ano e é chegado o momento de te escrever a carta para ver se não te esqueces aqui do people da ginecolândia. Pensei associar-me á worten no slogan publicitário que salvou uma senhora de se afogar na piscina, mas depois pensei: este é dos slogans mais fuleiros que alguma vez vi, e a modos que desisti. Fiquemos pela simples carta. E deves pensar seriamente em criar um facebook que tem sempre vantagem. No dia do teu aniversário por exemplo, terás 500mil pessoas a desejar-te os parabéns, no mínimo, mesmo que não saibas muito bem quem são. Pensa nisso. E já agora, se precisares de renas, vem até cá baixo que tenho privado com algumas na tv, aqueles que estão sempre a falar do orçamento de estado e de cenas assim, maradas. eu também precisava aqui de um orçamento para remodelar a minha cozinha, mas aquilo parece tão complicado...é acordos que dão desacordos, é o FMI, é a dívida externa...vê lá tu! eu também tenho dívida externa, aliás, que eu saiba não devo nada a mim própria, internamente...agora dívida externa...ufa! só aquelas cartas que dizem CGD e vêm de lisboa todos os meses são mesmo lixadas de se ler. Dá-se o couro e o cabelo e os gajos reduzem 1 euro na dívida? Não há direito.

Talvez não te recordes da carta do ano anterior, para ser sincera, eu própria também já não me lembro muito bem, mas adiante. Muitas coisas aconteceram este ano: mudanças na capitania, crise no governo, extra-crise nos bolsos, aumento do consumo de ansiolíticos (eu contribuo para isso), acreditações em que ninguém acredita, sapos e cipe´s a bombar, e também tive uma micose no dedo do pé, o mais pequenino, aquele que tenho sempre dificuldade em cortar a unha porque o corta-unhas é tão grande que mais parece uma moto-serra. Como vez, muitas coisas. E tenho de te agradecer por ter sido, acima de tudo, um ano com saúde. Foi sem dúvida melhor que os dois anteriores e estou muito grata. Mesmo.


Meu amigo Pai Natal, a quinta lá vai indo, com as mesmas ovelhas e os mesmos cavalos. Volta e meia estragam-se as janelas, ou os estores, mas nada que já não estejamos habituados. Agora, podias mesmo era dar um jeitinho nas campainhas...é que na sala 3, quando se respira, aquilo toca. é de doidos; e depois uma pessoa vai a correr já com o coração nas mãos, e está tudo descansadinho a ler revistas. Isto faz mal ao coração, podes acreditar, e não há becel que valha. Então de noite, parece que estamos a ser electrocutados quando aquilo toca. E ao que parece, já foi arranjado, mas olha, está igual. Felizmente não faço muitas noites, que aquilo faz-me emagrecer. E já que falo nisso, obrigado por teres melhorado os nossos horários. Parece que agora conseguimos mesmo ter 2 dias fora dali, ás vezes até mais. Estamos muito agradecidos.
Não querendo parecer egoísta, podias telefonar para a "ideia casa" e pedir-lhe que criassem uns cadeirões ortopédicos que eles estão sempre a dizer que aquilo faz milagres, que ficamos como novos. Era assim um miminho que podias fazer aqui ao povo. De resto, não me ocorre mais nada que tenha mesmo de pedir-te, embora fique com a sensação que para o ano me vou lembrar de algumas coisas. Eles dizem que vai ser uma crise a sério. E eu penso se até aqui foi só a brincar e secalhar até foi. Mas eu juro que me pareceu ouvir o sr. Manuel Pinho aqui há uns tempos dizer que a crise tinha acabado, agora não percebi se ele estava a falar do povo ou do casamento dele. Não sei.
Bom, e termino por aqui. Espero que te lembres sempre da gincolandia e aproveito para desejar um Feliz Natal para todos nós.
ps: não te esqueças de por o dedo dia 24.
The land of the crikes

quinta-feira, 27 de maio de 2010

A aventura de irrigar o intestino


17h45m de uma tarde qualquer, das recentes. Depois de tensões, temperaturas, vigilâncias, dúvidas esclarecidas, medicação preparada e depois de um bom pão da mealhada na torradeira a acompanhar um cházinho, preparo-me para irrigar 2 intestinos, um de cada vez, é certo. Tenho tudo supostamente controlado e penso e desejo não ser interrompida por nada, para que tudo bata certo e seja um turno tranquilo. Vai o sorinho a aquecer, a cliente decide que tem de ir urinar primeiro. Muito bem, aguardamos, embora não consiga deixar de me interrogar a razão pela qual sempre que informo que vou realizar um enema, logo as mulheres ficam com vontade de urinar. Tantas horas no quarto a ler revistas e tem de ser exactamente naquela hora que vão urinar. Adiante. Faço a montagem do material. Ainda não consegui descobrir como se colocam 2 microlax naqueles frascos de soro, que mais parecem caixas forte. É impossível furar aquilo. Fico na dúvida. O que fazer? Concluo que terão se ser colocados á parte daquele frasquinho á prova de tesoura. Posiciona-se a cliente, esclarece-se o procedimento, tranquiliza-se. Passo seguinte - adaptar a sonda rectal ao sistema de perfusão! Mas que raio...estarei a usar mal as minhas hábeis mãos ou é mesmo difícil encaixar a cena? Tento e tento e tento e faço tanta força que se me escorregam os dedos e não sei como fico trilhada, com a marca daquele círculo azul cravada na minha tenra pele. Começo a transpirar e na euforia do momento eis que me vem uma ou outra palavra do calão português, daquelas muito atreitas a sair quando a gente se magoa sem estar minimamente á espera. Controlo-me. Olho para o lado e vejo o rabo á espera. Volto a tentar encaixar a cena. Lá consigo, com muito esforço e tentativas Zen para me acalmar. Lubrificante e tal. Aventura seguinte - encontrar onde colocar a sonda. Mais um pouco, nádega para aqui e para ali. Finalmente! Dentro de 10m está concluído. E só faltará um. Que me corra melhor na parte técnica é o que desejo. Muito haveria ainda por dizer, mas estou certa de que compreendeis bem o âmago desta aventura. A quem nunca aconteceu, que atire a primeira pedra? (mas com cuidado, para eu não me magoar sem estar á espera...:-)

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

E se este Natal...


Tivessemos ambulâncias novas? Era uma coisa boa não era? Para as clientes, em primeiro lugar, que deixavam de ter estomagos exócrinos nas viagens, e para nós, em segundo lugar, porque se desvaneciam os sentimentos anti-transporte.

Oh dear Santa Claus...

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

E não é que são bons?


Descobri há algum tempo, uma marca de cereais fantástica, á venda no intermarché. Será que foi criada a pensar em nós? Se sim, devia fazer parte das ceias do pessoal. Era justo.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

era assim mesmo bom o que eu gostava

Gostava de fazer roullement. era só isto, mesmo.